A Série Festivais no Porteira do Rio Grande reuniu os Festivais realizados pelo CTG Porteira do Rio Grande, e teve como objetivo o resgate do acervo para a instituição, e oportunizou aos leitores do Jornal O Tropeiro, um Festival por edição e post no site do CTG Porteira do Rio Grande, no ano de 2010 em pesquisa e redação de Olga Boeira.

Este tema também foi destaque no livro do Ex-Patrão Luiz Carlos Bossle da Costa –Porteira do Rio Grande CTG e sua História, em 2016, incluindo cópia do primeiro regulamento do Festival Cante Uma Canção a Vacaria e publicação em jornal de Curitiba.

O Primeiro Regulamento do Festival de Música Regionalista denominado “Cante uma Canção a Vacaria” foi redigido por Antônio Adalmir Alves a pedido da Patroa Ironita de Lord Bueno Guerreiro, previsto para 29 a 31 de janeiro de 1988, na gestão de Percy Guerreiro, (1986/1988) com o objetivo de reunir um grande número de compositores, autores, músicos e intérpretes de todo o estado e, até mesmo de estados vizinhos, num acontecimento jamais vivido, para cantar a Capital dos Rodeios – VACARIA. O Festival contava com premiação de Cem Mil Cruzados para a canção vencedora. Este documento original com introdução, objetivos e Regulamento de 18 artigos nos foi apresentado pela Coordenadora Executiva do 8º Cante Uma Canção em Vacaria, a Senhora Ironita, que também contava com a Coordenação técnica de Leonardo Zamboni, em 2010, na Patronagem de Luis Schons.

Mas, a história do Festival iniciou-se no ano de 1981, quando foi eleita 1ª Prenda do Estado do Rio Grande do Sul a representante do CTG Porteira do Rio Grande, Anahida Bueno Guerreiro, e, atendendo suas atribuições do prendado, percorreu, juntamente com seus pais, Percy e Ironita, muitas cidades do Rio Grande do Sul em eventos, ligados ao MTG. Em várias cidades, a recepção contava com canção, que exaltava a cidade, o que, sobremaneira, contagiava ao público, convidados e as comunidades com a maneira poética, de saudar aos visitantes, com composições de temática gaúcha e destaques de cada cidade.

Na vinda de uma dessas visitas – desde Uruguaiana – tendo assistido a XI edição da Califórnia, sensibilizada pela beleza deste Festival Nativista, ocorre a ideia de elaborar, de compor “uma canção a Vacaria”. E, logo em seguida, D. Ironita articula junto aos músicos, compositores e conjuntos da cidade e da região, a ideia de criar um festival em que fosse eleita uma canção que falasse da cidade, dos costumes, para ser cantada em eventos municipais. Pensava que Vacaria também poderia ter sua própria canção. A ideia do Festival foi bem aceita, porém não tinham a concepção da proporção que poderia alcançar.

Mas, encerrada a gestão do prendado e passado algum tempo, com enorme sucesso dos Festivais no Rio Grande do Sul, retorna a ideia do Festival e da “canção a Vacaria”, por ocasião da Administração do CTG Porteira do Rio Grande, agora a cargo do Patrão Percy de Almeida Guerreiro e da Patroa Ironita Bueno Guerreiro. Assim, o 1º Regulamento do Festival “Cante uma Canção a Vacaria” foi redigido por Antonio Adalmir Alves, porém sua realização não foi possível, tendo em vista não ter sido angariado o valor total da premiação, mesmo contando com a colaboração de empresários, do comércio, serviços, e outros da comunidade vacariense. Então foi protelada a execução deste projeto, que coube ao próximo patrão da entidade dar início ao Festival Cante uma Canção a Vacaria. O Festival ocorreu no ano de 1992 na patronagem de Nilson Benedino Hoffmann e foi coroado de sucesso. Depoimento de Ironita de Lord Bueno Guerreiro.
(Texto Olga Boeira em dezembro de 2019)

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