Os Festivais no Porteira do Rio Grande
Olga Boeira
A Série Festivais no Porteira do Rio Grande
reúne todos os Festivais realizados pelo CTG Porteira do Rio Grande e tem como
objetivo o resgate do acervo para a instituição, oportunizando aos leitores do
Jornal O Tropeiro um Festival por edição e post no site do CTG Porteira do Rio Grande, em breve, com pilcha nova.
O Primeiro Festival aconteceu em 1992, (na edição nº 6 do jornal O Tropeiro). As
edições seguintes aconteceram em 1994 (destaque
desta edição do Jornal O Tropeiro) e 1996, ambas com temas livres e com a denominação
Cante uma Canção em Vacaria. O próximo
Festival ocorreu no ano de 2004, durante o 25º Rodeio Crioulo Internacional de
Vacaria, realizado com o apoio da LIC – Lei de Incentivo à Cultura,
proporcionando a participação de grandes nomes da música gaúcha com belíssimas
composições. Seguiu-se o V Festival (26º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria)
e, sob nova forma de numeração, 6ª edição (27º Rodeio Crioulo Internacional de
Vacaria). A 7ª edição ocorreu no ano de
2010 durante o 28º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria, na Patronagem de
Luis Schons. Em 2012 estaremos na 8ª edição do Festival, Paralelo ao 29º Rodeio
Crioulo Internacional de Vacaria.
CANTE UMA CANCAO EM VACARIA
O Festival Cante Uma Canção em Vacaria
aconteceude 01 a 03 de fevereiro de 1994, sob a Coordenação de Antônio Adalmir
Alves e Anajara Alves, durante o XX Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria na
Patronagem de Nilson B. Silveira Hoffmann.
Na Comissão Julgadora Delmar Pacheco da Luz (Promotor de Justiça), Paulo de Freitas
Mendonça (Pajador e Jornalista), Gilberto Monteiro (Músico), Nelson Elizeu
Walker (Campeão do Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria), Lúcio Yanel
(Músico), Glênio Fagundes (Músico) e Paulo Ricardo Tonet Camargo (Promotor de
Justiça).
A 1ª Eliminatória aconteceu na noite de01 de fevereiro de 1994, Segunda-feira, na apresentação de Antonio Augusto Fagundes
e Omair Trindade. Canções classificadas:
João Ventania (Letra e Música: Venerando Rodrigues Flores); Xotis do Abraço (Letra: José Athanasio
Borges / Música: Dorotéu Fagundes);
Honeide Bertussi (Letra e Música: Telmo de Lima Freitas); No Tempo de Mela Cueca (Letra: Jaime
Brum Carlos/ Música: Frutuoso José de Almeida); Ao se Falar de Tosquia (Letra: Luis Carlos Narvaes / Música: Wilson
Paim); Esses Ginetes (Letra e
Música: Noerci da Silva Melo); Gracias,
Hornero! (Letra: Nilo B. de Brum/
Música: Mário Barrios); A Lo Largo
(Letra: Darci Vieira/ Música: Luiz Carlos Alves); De Rédea Solta (Letra e Música: Pedro Alves); Prosa de Domador (Letra e Música: Ângelo Antonio Constante); Mulher Vacariana (Letra: Dorval Delgado
Dias e Arabi Rodrigues/ Música Wilson Paim) e Pra Cantar de Entremeios (Letra: João Pantaleão Gonçalves Leite/
Música: Pedro Naves).
Na 2ª Eliminatória, em02 de Fevereiro, na apresentação de Wilmar Romera e Idivar Appio,
as canções: Estes Velhos (Letra:
Carlos Alberto Dahmer/ Música: Antonio Olesiak); Vacariano (Letra: Salvador Lampert/ Música: Wilson Paim); Dançando Rancheira (Letra e música:
Nilo B. de Brum); Aperos (Letra:
Paulo Moehlecke/ Música: César Haack); Noivo
da Professora (Letra: Venerando Flores/ Música: Eurides Nunes); Ginetaço (Letra: Airton Ferreira/
Música: Elton Saldanha e Beto Mayer); Campeiros
(Letra e Música: Mário Sérgio Arruda Antunes); Todo Mundo Veio pro Rodeio (Letra: Airton Ferreira e Elton
Saldanha/ Música: Elton Saldanha); Ronda
de Prata (Letra: Jaime Brum Carlos/ Música: Frutuoso José Araújo); Minha História (Letra e Música: João de
Almeida Neto); Luzeiro de Vacaria
(Letra: Arabi Rodrigues/ Música: Délcio Tavares) e Abraço a Vacaria (Letra e Música: Telmo de Lima Freitas).
A final aconteceu em 03 de fevereiro de 1994, com gravação de LP ao vivo, da Gravadora
BOBBY Estúdio e SOLO Produções Musicais, das 12 classificadas, na apresentação
de Jaime Caetano Braum (Pajadas), Ademar Martins Pinotti e José Nilson Soares. A
Capa do LP teve fotografia de obra de Arte de Eugênio Pegorini.
LP CANTE UMA CANÇÃO EM VACARIA
Gracias,
Hornero! (Letra: Nilo B.de Brum/ Música: Mário Barrios/ Intérprete: Leo Almeida)
Minha História (Letra / Música e Intérprete: João de Almeida Neto)
Abraço a Vacaria (Letra e Música: Telmo de Lima Freitas/ Intérprete: Os Tiranos)
Estes Velhos (Letra: Carlos Alberto Dahmer/ Música: Antônio Olesiak/Intérprete: Alexandre Veit)
Honeide Bertussi (Letra / Música e Intérprete: Telmo de Lima Freitas)
Mulher Vacariana (Letra: Dorval Delgado Dias e Arabi Rodrigues/ Música e Intérprete: Wilson Paim)
Pra Cantar de Entremeios (Letra: João Pantaleão Gonçalves Leite/ Música e Intérprete: Pedro Naves)
Dançando Rancheira (Letra e música: Nilo B. de Brum/ Intérprete: Leo Almeida)
De Rédea Solta (Letra e Música: Pedro Alves/ Intérprete: César Passarinho)
A Lo Largo (Letra: Darci Vieira/ Música e Intérprete: Luiz Carlos Alves)
Ao se Falar de Tosquia (Letra: Luis Carlos Narvaes / Música e Intérprete: Wilson Paim)
Luzeiro de Vacaria (Letra: Arabi Rodrigues/ Música e Intérprete: Délcio Tavares)
Premiação do Festival Cante Uma Canção em Vacaria:
Melhor Letra:-Gracias, Hornero!
1º Lugar: Gracias,Hornero!
2º Lugar: Minha História
3º Lugar: Prá Cantar de Entremeios.
Hornero vem do Espanhol e significa João de
barro. Quem foi Hornero? A seguir,
transcrita matéria publicada pelo Canal Rural sobre criatório e a historia de
Hornero, cantada em nosso Festival:
“Flavio Bastos Tellechea
lidera ranking dos criadores nos 30 anos do Freio de Ouro(Fonte Canal Rural)
Oito animais vencedores da competição foram gerados
na Cabanha Paineiras, em Uruguaiana (RS)
A conjugação de elegância e habilidades campeiras forjada na raça ao
longo dos 30 anos do Freio de Ouro teve Flavio Bastos Tellechea como personagem
central. Não por acaso, lidera o ranking de criadores em razão do número de
animais gerados na Cabanha Paineiras e que foram vencedores da prova. Como
reconhecimento ao legado, seus sucessores estarão entre os homenageados na
cerimônia especial dos 30 anos do Freio, no primeiro domingo da Expointer. Oito
vencedores nasceram no criatório, em Uruguaiana, o epicentro de uma revolução
que tornou o afixo BT um sinônimo de cavalo crioulo no Rio Grande do Sul.
Morto em 1990, o veterinário especializado em zootecnia subverteu o panorama
crioulista no Estado a partir de 1976, quando em parceria com o também criador
Dirceu Pons adquiriu garanhão chileno La Invernada Hornero (Criadero La Invernada – San Fernando – Chile,
morto em 25/08/1997) . Considerado o mais importante cavalo da história da raça no Brasil,
Hornero deixou uma herança de ouro ao espalhar seu sangue de acentuadas qualidades
funcionais pelas cabanhas gaúchas que, até então, privilegiavam a morfologia na
seleção do crioulo. A herança genética colecionou trunfos. Quinze dos
vencedores do Freio são seus filhos – sendo que, nos 10 primeiros anos de
provas, foram oito primeiros lugares. O cartel faz de Hornero o líder disparado
do Registro de Mérito da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos
(ABCCC), que combina as qualidades morfológicas e funcionais de cada animal e o
desempenho de seus descendentes”.
CAVALO
CRIOULO O SÍMBOLO DO RIO GRANDE DO SUL
Sancionado em 2002, o projeto de lei do Legislativo através do deputado Frederico Antunes,
inclui o cavalo Crioulo como animal símbolo do Rio Grande do Sul, reconhecido
como patrimônio cultural do Estado, LEI Nº 11.826, DE 26 DE AGOSTO DE 2002. (D.O. de 27/08/02)
Inclui o Cavalo Crioulo como animal-símbolo reconhecendo-o, juntamente com o
Quero-Quero, como o patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul.
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Faço saber, em cumprimento ao disposto no artigo 82, inciso IV, Constituição do
Estado, que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono e promulgo a Lei
seguinte:
Art.
1º – Fica incluído o Cavalo Crioulo como animal-símbolo do Estado do Rio Grande
do Sul.
Art.
2º – São declarados como bens integrantes do patrimônio cultural do Estado, por
constituírem patrimônio natural, portadores de referência à identidade, à ação
e à memória da sociedade rio-grandense, os seguintes animais:
I – a ave “BelonopterusCayennensis”, predominante nos campos gaúchos e
popularmente conhecida como “Quero-Quero”;
II – o Cavalo Crioulo.
Art.
3º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 26 de agosto de 2002.
OLIVIO DUTRA,
Governador do Estado.
Registre-se e publique-se.
GUSTAVO DE MELLO,
Chefe da Casa Civil



